Equilíbrio das belezas do SPFW diz muito sobre a temporada

Que a beleza natural tem sido exaltada nas últimas edições do São Paulo Fashion Week já não é novidade. Mas então o que essa edição tem de tão especial? Guardadas as ressalvas de beleza natural, as marcas que desfilaram em março seguiram à risca o ditado do 8 ou 80. Quando a boca era tudo, o olho era nada ou vice e versa.

Foto: FOTOSITE

Tig e Pat Bo apostaram na boca colorida. Os batons neons vieram acompanhados de muito gloss e um efeito molhado. Tendência essa que permanece desde a última temporada. Enquanto Pat Bo investiu na boca chamativa e recuou com a pele mate, a Tig não pensou duas vezes em arriscar na boca molhada e pele iluminada. O cabelo de ambas as marcas estavam muito semelhantes e seguiam a mesma linha úmida da maquiagem.

 

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Juliana Jabour e Ellus 2nd Floor gritaram na beleza toda a sua coleção. O olho tudo geométrico e a pele nada quase sem nenhuma marcação, contrapuseram Tig e Pat Bo. Além da geometria, as duas belezas tiveram presença marcante do preto. Juliana Jabour mais que abusar do preto, também investiu na tendência do molhado. A beleza assinada por Robert Estevão tinha por cima da sombra preta um produto semelhante a um gloss.

Outras duas tendências muito marcantes, não apenas no SPFW, mas em quase todas as semanas de moda do mundo, foram as bochechas e lábios bem rosados e os olhos contornados com sombra dourada.

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Alexandrine e Ellus ressaltaram o olhar das modelos com diversos tons de dourado. Desde o queimado quase cobre até o dourado amarelado, as belezas de Rodrigo Costa e Henrique Martins foram muito semelhantes e criaram nuances que davam pontos de luz à maquiagem.

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Já Fabiana Milazzo, Lily Sarti e Lolitta usaram e abusaram do rosa nas belezas assinadas respectivamente por Rodrigo Costa, Fabiana Gomes e Silvio Giorgio. A boca seguia um degradê do rosa mais forte no centro dos lábios e quase sem batom nas extremidades externa. A bochecha foi bem marcada com um rosa queimado, assim como os olhos.

 

Bárbara Santucci

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