#Pechincha&SPFW: Primeiro Dia

Fotos: Zé Takahashi / Ag. FOTOSITE

E foi dada a largada para a maior temporada de moda do Brasil! A edição de número 43 do São Paulo Fashion Week acontece entre os dias 13 e 17 de março na Bienal do Ibiraquera e irá contar com mais de 30 desfiles! Com marcas antes nunca vistas nessa semana de moda, o SPFW se torna a terceira maior semana de moda do mundo, ou seja, referência ao garantir muitas novidades e se reinventa cada vez mais em cada edição.

A maior novidade desse ano é a tendência de compra: see now, buy now – esquema que promete que as peças já estejam disponíveis nas lojas logo após o desfile, aumentando o relacionamento de compra do cliente com a marca.

O pechincha estará presente em todos os dias do SPFW e vamos fazer uma cobertura completa em todas as nossas redes sociais, confiram agora como foi o primeiro dia do evento!

Fotos: Zé Takahashi / FOTOSITE

A Animale abriu a temporada fashionista com um desfile no piso superior de sua flagship, na famosa Rua Oscar Freire. Para essa coleção, Vitorino Campos buscou inspirações da romântica e moderna, Itália.

As modelos deslumbraram looks repletos do clássico da marca, o couro. Além disso, o estilista ousou ao misturar diversos tons do cobra, que variavam entre azul, amarelo e cinza. O recorte geométrico das roupas deu sofisticação à coleção e não abandonou o ar despojado da assimetria que a marca vem apostando há algumas temporadas. Vitorino entregou toda a sensualidade e feminilidade da mulher, com um toque moderno.

No desfile não faltaram, também, as maxijóias, transparências e bordados em tweed. O mais interessante foi a proposta de misturar todas essas tendências. Os bordados em tweed foram sobrepostos por transparências e o couro.

O couro mesmo acompanhado de camisas desconstruídas, chamou atenção, principalmente, nas bolsas de piton e bem estruturadas, e nas botas, que chegam em alta no próximo inverno.

A maior inovação de Vitorino, acredite ou não, foi o salto baixo. Nunca antes a marca tinha desfilado com sapatos de salto baixo. Esses vieram com uma pegada rocker e muito semelhantes aos mules, mocassins e oxfords que estão tão em alta.

Fotos: Zé Takahashi / FOTOSITE

UMA foi o segundo desfile do dia e deixou o que falar não apenas pela coleção que gritava o nome da marca, mas, principalmente, pelo cenário fascinante em que se deu, Pinacoteca de São Paulo.

A grife não abandonou o seu estilo marcante de fazer moda confortável e sofisticada. O desfile contou com tecidos leves e fluidos, que permitem o movimento e são extremamente completamente pertinentes ao clima do país.

As estilistas, Raque Davidowics e Milla Orlandi, apostaram no minimalismo e na composição de camisas e saias e calças altas e acinturadas. Essas combinações eram nos tons de preto e branco ou quebradas pelo vermelho, que também esteve muito presente na coleção. Outro tom que chamou atenção foi o cinza mescla.

Fotos: Zé Takahashi / FOTOSITE

Com o acabamento da alta costura, João Pimenta apostou em peças comuns, mas com um ar de sofisticação. Estiveram presentes moletons, casacos de chuva e camiseta dignos de Red Carpet.

O estilista investiu em tecidos sintéticos como o neoprene e o nylon, que além de acrescentar modernidade às peças, não impede o movimento de quem as usa. Ainda sobre os tecidos, Pimenta usou e abusou do tricot.

Quanto as cores, foram desfilados os tons de preto, branco, diversos azuis e cáqui. Não só combinados de forma clássica, como o P&B, a marca ousou em mesclar todos esses tons.

Fotos: Zé Takahashi / FOTOSITE

Sem dúvida um dos desfiles preferidos entre as redatoras, Lilly Sarti buscou inspiração que não faltava nos anos 80. Os ombros e cintura marcados tanto em vestidos, macacões e casacos, foram o ponto alto da coleção e não deixaram a desejar.

Clássico e feminino, o tom coral com fundo malva, se fez presente em grande parte do desfile. Mesmo que uma derivação, a tonalidade trazida pela marca, dá continuação ao rosa quartz que foi eleita a cor de 2016, pela Pantone.

A marca também deu continuidade ao sistema “see now, buy now”, que propõe que as roupas vistas no desfile, já estão disponíveis nas lojas após o evento.

Ainda que as diversas peças fossem de couro, o que chamou atenção na coleção foi a intensas de abordar a sensação de natural e que as roupas simulassem uma segunda pele de quem desfilava.

 

Fotos: Zé Takahashi / FOTOSITE

Sempre inovadora e impactante, a Osklen abriu o desfile com o trailer do longa Soundtrack, que faz referência a inspiração de Oskar para a coleção que foi apresentada. O filme revela a história de Cris, interpretado por Selton Mello, que sonha com o reconhecimento internacional de seu trabalho, e aceita uma bolsa do governo brasileiro para visitar o Ártico, colhendo fotografias das paisagens e registrando sons locais bem peculiares.

Foi possível ver a ideia central do enredo na passarela, já que a coleção inteira contou com peças que mostravam uma estética minimalista que apareceram nas sobreposições de formas estruturadas sobre outras fluidas. Houve também algumas referências orientais nas reconstruções do quimono como jaquetas com amarrações.

A coleção uniu conforto, praticidade, fluidez e singularidade de maneira bem eficaz e alinhada aos princípios da marca.

Carolina Leal

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